quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Vida jogada fora


As portas da igreja

Ela pede perdão

Com os joelhos ja sangrentos

De tanto rastejar no chao

Morte o pecado

Acção feita

Acto consumado

Criança a sofrimento sujeita


Responsablidade de dois

Sofrimento de um

O julgamento vem depois


Sofre em silencio arrependida

Não há volta a dar

Alegria magoada, ferida

Sem forma de curar

Mantém sua pena no pensamento

Pelo que fez

Ela quer pagar

Sofrer por sua vez

De forma a sua dor aliviar


Perdida em lagrimas

Pede desculpa

Querendo voltar atraz

Dizendo que nao teve culpa


De frente para o mar

Pergunta ao vento

Não há meio desta dor acabar?

Que raio de sofrimento

Está a pouco e pouco

A matar-me por dentro

A cada minuto

A cada instante

Cresce a vontade

De se fazer justiça

Castidade sã?

Não!

Cheia de malicia


Coração negro

Marcado pela dor

Esfaqueado por dentro

Sofugada pelo pavor

Que guarda

Sem sentimentos ou amor

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010


MusicPlaylist
Music Playlist at MixPod.com

Sedenta de sangue


Atraz de uma cruz sangrenta

Esconde-se a rariga dos lobos

De dor ela está sedenta

Devido ao seu sofrimento

Rancor e mágoa

Que guarda por dentro

Perdeu as lágrimas...

E qualquer tipo de sentimento

Em sangue de um vermelho profundo...

Descarrega o seu descontentamento

E á sua dor interior

Faz um chamamento...

Gélido e sentido

Fazendo do seu ritual um momento

Seu e de todos escondido...

Atraz de roupa preta e vermelha

Que demonstra a dor e sangue derramado

Matando um sentimento de felicidade

Á muito dentro de si selado

No seu coração escuro e sombrio

Que nao sente nem calor nem frio

Sentindo-se só e perdida...

Está escondida

A menina de alma magoada e sofrida...

Em frente do rio e do mar,

Está indecisa

Entre matar...

Ou apenas sangrar...

Com vida ou sem vida...

Para ela é o mesmo, será que vale a pena assim continuar?

Com uma vida muito abalada e sentida

Sendo assim a morte...

A sua unica saída...


sábado, 2 de janeiro de 2010

Cabelos Vermelhos


Sentada no escuro a pensar

está a menina dos cabelos vermelhos
pensa...pensa...
e só uma coisa
lhe vem à cabeça....
porquê ela?

porquê os cabelos vermelhos?
Estes demonstram a dor,

o sofrimento que sentiu,
o amor da sua vida que a esqueceu...

os sonhos de que desistiu...

os seus maiores amores que perdeu...
maus caminhos por que seguiu...
a escuridão que nela se ergueu...

a luz que dentro de si se apagou...
a sua beleza interior que desapareceu...

as lagrimas que derramou...

Mas agora já não!

agora chora gotas de sangue...
vive na escuridão

vive sem sonhos
grita em vão

sofre sozinha
já não sente nada no coração...

sentada em frente da lua cheia
pensa que ela mesma é uma desilusão

refugia-se no preto
e canta ao seu medalhão

onde guarda as suas raras antigas felicidades...
sabe que acima de tudo as suas dores transpassarão...

e que ao vento do luar
sozinhas ou acompanhadas voarão

sem rumo ou destino

como tristes notas musicais

e que disso não passarão

memórias tristes
e que da sua memória jamais sairão

a sua dor pelos olhos transborda
em vermelhos vivo e profundo
quando a dor a aborda
sabe lá no fundo
que um dia a sua sorte e rumo se alterarão e que vai puder voltar a sentir
os tão desejados sentimentos e desejos nela a fluir...

que vai ter para onde ir,

e que acompanhada poderá chorar e sorrir

investir e desistir

construir e destruir
tudo o que que quizer

e tudo quanto conseguir...